INSTITUTIONAL PARTNER: Casa das Histórias Paula Rego

A COLECÇÃO:

A colecção da Casa das Histórias Paula Rego surge no panorama museológico português em Setembro de 2009 e desde então tem-se assumido, no contexto nacional e internacional, como uma das mais significantes para o conhecimento da obra da artista. Esta colecção, composta por pintura, desenho e gravura, reflecte todo o seu percurso artístico e criativo, de cerca de 50 anos, e inclui também por obras do seu marido, o artista britânico, Victor Willing. A colecção integra ainda alguns modelos utilizados por Paula Rego em obras de referência, uma obra têxtil de grandes dimensões, e ainda parte do seu espólio documental.

Durante o ano de 2010 e até Junho de 2011 grande parte desta colecção conheceu uma excepcional internacionalização devido a uma itinerância em museus artísticos de referência da América Latina, no México (MARCO Museo de Arte Contemporáneo de Monterrey), tendo aqui sido visitada por 38793 visitantes em quatro meses, e no Brasil (Pinacoteca do Estado de S. Paulo).

Actualmente – e de acordo com as tipologias expositivas assumidas pela Casa das Histórias, de apresentar a colecção num sistema de rotatividade que favorece o carácter abrangente do seu longo percurso criativo, permitindo acompanhar as mudanças formais, temáticas e técnicas – a colecção encontra-se representada na exposição Os Anos da Proles Wall (10 de Fevereiro a 19 de Junho). Aqui se exibe um núcleo de obras muito significativo referente à produção da artista na década de oitenta, como a série das Óperas e a série Dentro e Fora do Mar.

O EDIFÍCIo E O ESPAÇO:

A Casa das Histórias Paula Rego é um projecto do arquitecto Eduardo Souto de Moura. Retomando, num espírito contemporâneo, alguns aspectos da arquitectura histórica da região, distingue-se de imediato na paisagem por duas estruturas piramidais de igual dimensão e pelo betão pigmentado a vermelho.

Assumindo-se o terreno e as árvores preexistentes como elementos fundamentais, os diferentes volumes que compõem o edifício configuram quatro alas, subdivididas no interior em salas sequenciais, dispostas em torno de um volume central mais elevado, que corresponde à sala de exposições temporárias. O interior, em tons neutros, pavimentado a mármore azulino de Cascais, conta, para além das áreas técnicas e de serviço, com 750 m2 de áreas de exposição, uma loja, uma cafetaria com esplanada aberta para um frondoso jardim e um auditório com 200 lugares.

O projecto, correspondendo à vontade da artista, a quem se deve a escolha do arquitecto, dá resposta às muitas exigências de funcionalidade museológica, sem esquecer o bom acolhimento aos visitantes.