Hugo Figueiredo

(AVISO: Aconselha-se a ler o seguinte texto ao som de Hans Zimmer, em particular esta música: youtube.com/watch?v=w1B3Mgklfd0)

Devemos começar por avisar que ele não é órfão, rico nem tem qualquer mordomo. Na verdade, e lamentavelmente para ele, não pode andar a perseguir bandidos à noite (ou então tinha de avisar os seus pais a que horas é que chegava a casa ou onde é que andava àquelas horas), não tem uma enorme fortuna para gastar em veículos totalmente personalizados ou gadgets todos catitas (no máximo, consegue deslocar-se de Batcomboio, Batautocarro ou de Batboleia, mas que em termos de comodidade, mas principalmente estilo, são muito mais fraquinhos), nem tem ninguém que ande sempre a dizer-lhe “veja lá que isso é capaz de ser perigoso!”, ou “o senhor chega-me a casa sempre todo ferido, só esta semana foram três embalagens de água oxigenada, quatro pacotes de algodão e duas caixas de pastilhas para a garganta!”, ou “já que vai perseguir bandidos não quer levar umas bolachinhas para o caminho?” (bem, neste aspecto talvez até tenha sorte).

Apesar destas divergências tem o que é realmente importante e que faz dos heróis serem realmente heróis, idolatrados pelos cidadãos e temidos pelos vilões, que é… uma máscara. Não, não é para proteger a sua identidade, mas como “herói” que é, gosta de poupar as pessoas a sofrimentos desnecessários (por outro lado, se chegaram até esta parte do texto é porque têm grande capacidade de resistência, por isso, parabéns!).

Para terminar aqui fica o testemunho (não adulterado) do Commissioner James Gordon…

“Porque ele é o herói que o TEDx merece, mas não aquele que precisa agora. Então, persegui-lo-emos. Porque ele aguenta. Porque ele não é nosso herói. Ele é um guardião silencioso, um protector vigilante. Um cavaleiro palerma.”